Tulum I México
Há que ter alguma imaginação

Imagine-se. Imagine-se o mar das caraíbas, a areia branca e fina, a água azul turquesa, imagine-se uma rede entre palmeiras ou também se podem imaginar espreguiçadeiras e colchões debaixo de um céu azul quente. Imaginem-se aulas de yoga em frente à praia, capoeira na água, sumos de laranja natural e iogurte com cereais. Imaginem-se casais em lua-de-mel, namorados riquinhos e outros pares a africalhar. Imagine-se acordar de frente para o Caribe e começar o dia com um mergulho. Imagine-se o jogging de pés na água e cão à frente. Imaginem-se cabanas, hotéis boutique, lojas contentor, restaurantes debaixo de árvores frondosas e peixe fresco. Imaginem-se águas transparentes encostadas a ruínas maias e grandes iguanas camufladas nas rochas. Imaginem-se a saltar de pés juntos e braços no ar para as profundas águas doces dos cenotes. Imaginem-se garças e pelicanos em vez de gaivotas, coatis em vez de esquilos, borboletas por todo o lado, gaios do Yucatan, azuis, azuis, azuis. Agora imaginem-nos contrariadas, a dizer mal da vida, a ter dormir num acampamento refundido em tendas cheias de areia e mosquitos, imaginem-nos com uma grande dor de barriga e ter de ir ao poço buscar água para tomar banho. Imaginem-nos todas picadinhas, cheias de manchas vermelhas no corpo, a tresandar a repelente e a não conseguir parar de coçar. Imaginem-nos a não ter dinheiro para as saladas, para as frutas e para os iogurtes. Imaginem-nos a ter de comer bolos rançosos ao pequeno almoço e a engolir a fome até ao jantar. Imaginem-nos a ter de beber café para poder sentar nas belíssimas espreguiçadeiras e ter de recusar todas as margaritas e piñacoladas que os camareros levavam para a praia. Agora imaginem-nos a perder um voo.