Oaxaca I México
Que le vaya bien

Chegamos entre um dia e outro, numa quarta-quinta a meio sono. O céu está estrelado, meia-noite e ouvem-se passarinhos. Serão cinco dias de sol, chinelos de dedo, vestidos soltos, cinema ao ar livre, rebeldia, pátios, livrarias e jardins.

Oaxaca são duas tranças longas unidas por fitas de cor. Um entrançado harmonioso e fino, numa cara de tez escura e olhos negros. é um encontro feliz num abraço interrompido, uma praça de balões e palavras revoltas, casas coloridas com esqueletos pendurados, acácias rubras e metralhadoras.

Unem-se os cabelos em desalinho neste México de nuances e clivagens. Unem-se os tempos, passado, futuro, raiz, vanguarda, saias floridas, galerias, mezcal. Cruzam-se nas ruas largas da calçada os sombreros e as palhinhas, as camisolas bordadas e os linhos franceses, as janelas estão abertas e há parapeitos gradeados. Oaxaca amarelo torrado, Oaxaca queijo entrelaçado, Oaxaca vermelho carmim, Oaxaca mole, Oaxaca índigo, Oaxaca no alto do Monte Alban, Oaxaca beata de catedral.

Atam-se fitas coloridas em nós muito pouco cegos e soltam-se fios de cabelo que fazem ruído, pintam por cima, cantam alto e batem com os pés.

Só não é a pequena cidade mais bonita do mundo porque existe San Cristobal.